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Chanfana à moda de Coimbra é um prato tradicional, também conhecido por “Lapantana”, especialidade da região centro e tem honras no receituário da Cozinha Tradicional Portuguesa.
Terá origem no Mosteiro de Santa Maria, no concelho de Miranda do Corvo, designada como a “Capital da Chanfana”, e tem como concelhos “concorrentes” a disputarem a iguaria como sua, numa luta dinâmica, os concelhos de Penacova e Vila Nova de Poiares, todos do alto distrito de Coimbra.
Referenciada por escritores desde o século XVII, Miguel Cervantes, Bocage e Miguel Torga, como uma iguaria de quem tinha menos poder de compra, enquanto que as famílias abastadas comiam as partes mais nobres.
A Chanfana foi considerada uma das receitas às “7 Maravilhas de Gastronomia Portuguesa”, destacando-se no pódio num privilegiado 3º lugar.
Com as invasões francesas, a ocupação do território em 3 longos anos, com receio que levassem os rebanhos, os animais eram mortos como forma de defesa, pelas monjas do Mosteiro, que utilizavam o vinho tinto, como forma de tempero e conservação.
A sua preparação começa dois ou três dias antes do seu consumo, com a retirada das gorduras e peles, cortar em pedaços e fazer uma abundante marinada, devendo permanecer nas caçoilas de barro preto, devidamente tapadas.
É um prato demorado, mas não é motivo para se não fazer em casa, em dia festivo, para toda a família. Na região é um prato que tradicionalmente se serve em casamentos e batizados, a par de outros pratos bem suculentos e saborosos em dias de inverno mais intenso.
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